18 janeiro 2017

CLIPPING: ESPÉCIE DE MORCEGO COMEÇA A SE ALIMENTAR DE SANGUE HUMANO NO BRASIL, DIZ PESQUISA

Estudo revela mudança no hábito alimentar de morcego-vampiro-de-pernas-peludas, até então conhecido por consumir exclusivamente sangue de aves (Foto: Enrico Bernard)













Estudo de cientistas brasileiros conduzido na caatinga de Pernambuco revela mudança no hábito alimentar de morcego-vampiro-de-pernas-peludas, até então conhecido por consumir exclusivamente sangue de aves.

Uma espécie de morcego encontrada no Brasil, até então conhecida por consumir exclusivamente sangue de aves, está se alimentando agora de sangue humano.

A revelação está em uma pesquisa conduzida por cientistas brasileiros e publicada em novembro na revista científica "Acta Chiropterologica", a mais importante publicação do mundo voltada à pesquisa de morcegos.

O estudo analisou 70 amostras de fezes da espécie Diphylla ecaudata, popularmente conhecida como morcego-vampiro-de-pernas-peludas.

Os cientistas conseguiram extrair o DNA de 15 delas - e em três descobriram vestígios de sangue humano, explica Enrico Bernard, professor do Departamento de Zoologia da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) e responsável pela pesquisa.

O estudo foi conduzido no Parque Nacional do Catimbau, na região de caatinga de Pernambuco, a cerca de 300 km do Recife.

"Das três espécies de morcegos-vampiros que conhecemos, sabíamos que apenas uma delas se alimentava de sangue humano", conta Bernard, em entrevista à BBC Brasil.

"Mas nosso estudo mostrou agora que outra espécie, o morcego-vampiro-de-pernas-peludas, que só se alimentava do sangue de aves, também passou a consumir sangue humano", acrescenta o especialista.

Bernard explica que, diferentemente do sangue de aves, rico em gordura, o dos mamíferos é mais espesso e rico em proteína.

"Sabíamos que essa espécie (morcego-vampiro-de-pernas-peludas) tinha uma adaptação fisiológica para digerir apenas o sangue de aves. Mas isso parece estar mudando, já que ela passou a se alimentar de sangue humano", afirma.

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