08 dezembro 2015

CLIPPING: A CAMINHO DA CURA DA LEISHMANIOSE VISCERAL CANINA

O que é a pesquisa?
A leishmaniose visceral, também chamada de calazar, é uma doença grave que atinge tanto humanos quanto animais. A doença, provocada pelo protozoário Leishmania infantum e transmitida pelo mosquito-palha Lutzomyia longipalpis, é responsável pelo sacrifício de inúmeros cães no Brasil. Isso por que esses animais, quando infectados, tornam-se reservatórios do parasita e fonte de infecção da doença. A transmissão não ocorre diretamente de um cão para outro ou para um humano. É o mosquito-palha que transmite o parasita, presente no sangue de um indivíduo doente, para um indivíduo são.
Se não tratado, o calazar causa a morte de praticamente todos os pacientes, sendo as crianças, os idosos e as pessoas com sistema imunológico deficiente as principais vítimas. Os doentes, tanto humanos quanto cães, sofrem com o comprometimento do fígado, do baço e da medula óssea, emagrecimento, fraqueza, problemas respiratórios, diarreia, sangramentos na boca e nos intestinos e febre prolongada. O diagnóstico só pode ser confirmado com um exame de sangue, mas os sinais clínicos mais usados para identificar a doença nos cães são típicas lesões na pele, principalmente nas orelhas, na cauda, nas patas e no focinho, e crescimento exagerado das unhas.
Nas cidades, os cães infectados representam uma importante fonte de infecção para outros cães e humanos, porque podem ser picados pelo mosquito-palha, que espalhará a doença. O sacrifício dos cães doentes é uma tentativa de controlar a transmissão da doença, mas essa prática, muito mal vista pela sociedade, tem se mostrado ineficiente em várias partes do mundo. O controle da doença também é dificultado pelo fato de serem, os cães, capazes de permanecerem infectados e aparentemente saudáveis durante anos. Infelizmente, até agora, as vacinas e medicamentos disponíveis para combater a leishmaniose visceral não são 100% eficazes para os cães.
 

O grupo de pesquisa liderado pelo professor Frédéric Frézard, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), está desenvolvendo um novo tratamento para curar cães com leishmaniose visceral. Utilizando inovadoras ferramentas de nanotecnologia, os pesquisadores criaram cápsulas minúsculas, em escala nanométrica , capazes de carregar o medicamento que mata o parasita, até os locais afetados pela doença no organismo do cão. Essas cápsulas, conhecidas como lipossomas, por serem compostas por lipídios, absorvem o medicamento e o transportam, principalmente, para o fígado e para o baço dos animais por meio da circulação sanguínea. Esses órgãos têm muitos macrófagos, células onde os parasitas se alojam, que capturam o lipossoma e liberam o medicamento encapsulado, exatamente onde está o parasita. Além de criar esses lipossomas, os pesquisadores fizeram alterações em suas características para aumentar a ação do medicamento.







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Fonte: Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia. Canal Ciência.  Disponível em: <http://www.canalciencia.ibict.br/pesquisa/0295_A_caminho_da_cura_da_leishmaniose_visceral_canina.html>. Acesso em: 08 DEZ. 2015.