18 abril 2015

CLIPPING: A DENGUE EXPLODE EM SÃO PAULO ENQUANTO NO RIO QUASE DESAPARECE

A cidade de São Paulo consegue juntar o melhor de um país desenvolvido com cenários típicos de uma nação miserável: seca e falta de água, chuvas e inundações, e uma epidemia de dengue, doença que pode ser prevenida com medidas básicas. Para completar este panorama, o município ganhou nas últimas semanas grandes tendas para o atendimento de milhares de pacientes com os sintomas desta doença. Em uma delas, instalada ao lado da Unidade Básica de Saúde de Vila Palmeiras, dezenas de pessoas já esperavam às oito e meia da manhã desta quinta-feira para ser atendidas. Rostos abatidos. Olhos semiabertos. Cansaço. Aguardavam sentados em cadeiras de plástico dentro desta estrutura metálica, coberta por um lona branca. Outros, seja por falta de lugar ou pelo frio do ar-condicionado, preferiam esperar do lado de fora. “Durante toda a semana estive com muita febre e dor de cabeça. Até que ontem não conseguia levantar”, conta Leori, de 32 anos.
Este cenário não é exclusivo de São Paulo, uma vez que todo o Brasil tem vivido uma nova epidemia de dengue neste ano, sem que os especialistas no assunto saibam os motivos concretos. Mas um detalhe chama a atenção com relação as duas maiores cidades do país: São Paulo (11,3 milhões de habitantes) segue a tendência nacional e já contabilizou 31.980 casos entre janeiro e abril (até agora, 8.063 deles foram confirmados autóctones, ou seja, contraídos no município) e quatro mortes pela doença, em contraste com os 7.861 casos no mesmo período do ano anterior; já o Rio de Janeiro (6,3 milhões de habitantes) registrou 1.080 casos.
Os especialistas apontam para vários fatores, mas dois deles podem ter sido determinantes: o próprio ciclo da doença nesses territórios, cuja incidência sofre grandes variações em determinados anos, e os trabalhos de prevenção que vêm sendo realizados pelas prefeituras e os próprios cidadãos. Dessa forma, a cidade maravilhosa caminha para mais um ano de baixa incidência, depois de dois anos seguidos de queda: 130.412 casos 2012, 66.278 em 2013, e 2.649 em 2014, segundo a Prefeitura.
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Fonte: El País. Disponível em: <http://brasil.elpais.com/brasil/2015/04/17/politica/1429296266_761323.html>. Acesso em: 18 ABR. 2015.