19 fevereiro 2014

SECRETARIA DE SAÚDE REDUZ FOCOS DO MOSQUITO DA DENGUE NO MUNICÍPIO

O primeiro LIRAa (Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti) de 2014, realizado entre os dias 5 e 11 de janeiro, revelou que, em pleno verão, época normalmente de maior incidência de casos de dengue, o índice de infestação da cidade foi de 1,2%, o menor para o período. Dos estratos considerados no levantamento, 43,2% estão na faixa de baixo risco para ocorrência da doença. Apenas 1,7% (4) estão na de alto risco, contra 7,4% em janeiro do ano passado. E menos focos do mosquito se refletem também em menores números da doença: em janeiro deste ano foram 338 casos notificados, contra 3.930 do mesmo mês em 2013.

O menor índice de infestação pelo Aedes aegypti pode ser atribuído ao constante trabalho de prevenção e conscientização que vem sendo feito pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e também à colaboração da população. As ações de combate aos criadouros do mosquito são realizadas o ano inteiro, mesmo nos meses de baixa incidência da doença. E o LIRAa revelou também que os moradores estão atentos, evitando os depósitos móveis que podem propiciar o surgimento de focos, como pratinhos de plantas, garrafas, etc. Vilão de outros tempos, esse tipo de material está agora na terceira colocação entre os depósitos predominantes.

"O menor índice de infestação pelo Aedes aegypti pode ser atribuído ao constante trabalho de prevenção e conscientização que vem sendo feito pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e também à colaboração da população."

Para a execução do LIRAa, os agentes de vigilância ambiental da SMS vistoriaram mais de 122 mil imóveis em 30,5 mil quarteirões em todas as áreas da cidade. A região da Zona Sul (Área de Planejamento P 2.1) foi a que registrou o menor índice de infestação, 0,5%. Santa Cruz (AP 5.3) teve o segundo menor índice, 0,7%, seguido do Centro (AP 1.0), com 0,9% de infestação predial.

A região com maior percentual de imóveis com focos do mosquito foi a de Madureira, Irajá, Pavuna e adjacências (AP 3.3), com 1,9%. Em seguida vem a AP 3.2 (Méier, Inhaúma, Del Castilho e adjacências), com 1,8% de infestação; e a AP 3.1 (Penha, Bonsucesso e adjacências), com 1,3%. Nenhuma das Áreas de Planejamento está na faixa de alto risco. 

Ainda de acordo com o LIRAa, 33,6% dos focos do mosquito estavam em depósitos fixos, como tanques em obras ou borracharias, cacos de vidros em muros, toldos em desnível, calhas, floreiras em cemitérios, sanitários em desuso e piscinas não tratadas, entre outros. Já os recipientes usados para armazenar água dentro de casa, como barris, moringas, potes e caixa d’água, somam 19,1%. Os depósitos móveis corresponderam a 18,1% dos focos.

A Secretaria Municipal de Saúde tem intensificado as ações de combate ao vetor. Só em 2013, a SMS alcançou a marca histórica de 8,375 milhões de visitas de inspeção para prevenção da dengue na cidade. O número superou o recorde do ano anterior, de 7,6 milhões de visitas. Ao todo, mais de 1,161 milhão de depósitos foram eliminados no ano e 3,803 milhões tratados. Foram ainda realizadas 68 entradas compulsórias em imóveis fechados, cujos proprietários não atenderam às notificações da SMS. A secretaria realiza ainda mutirões de serviços contra a doença e atividades educativas e de prevenção.

A metodologia do LIRAa divide o município em estratos de 9 mil a 12 mil imóveis com características semelhantes. Em cada estrato são pesquisados 450 imóveis.

Disponível em <http://doweb.rio.rj.gov.br/> acesso em 19 fev. 2014 (edição de 19 fev. 2014)