06 dezembro 2013

LEVANTAMENTO APONTA MENOR ÍNDICE DE INFESTAÇÃO DE AEDES AEGYPTI JÁ ENCONTRADO

O quarto e último LIRAa (Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti) de 2013 mostra que a infestação do mosquito no município alcançou o menor índice desde 2005, número inédito e histórico para o Rio. Os criadouros do Aedes aegypti continuam presentes em ambiente doméstico, como o pratinho do vaso de planta; caixas d'água e cisternas; calhas e lajes, porém o trabalho colaborativo da população com os agentes da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) tem alcançado ótimos resultados no combate ao vetor.

Os dados, coletados no período de 13 a 19 de outubro, mostram a média de 1,1% de infestação na cidade, o que significa que a cada 1.000 imóveis vistoriados pelos agentes de vigilância em saúde, em 11 foram encontrados criadouros do mosquito transmissor da dengue. O número é 31% menor do que o identificado no mesmo período do ano passado e 85% menor do que em 2005.




De acordo com o LIRAa, 28,4% dos principais focos do mosquito continuam em locais como piscinas não tratadas, fontes ornamentais, cacos de vidro em muros, tanques em obras, borracharias, calhas, lajes, ralos e vasos em cemitério. Em segundo lugar, com 23,2%, persistem os focos em vasos de planta, frascos com água, pratos, garrafas, pingadeira, recipientes de degelo em geladeiras, bebedouros em geral e pequenas fontes ornamentais.

Dentre as regiões da cidade, a de Madureira e adjacências (Área de Planejamento 3.3) é a que apresenta o maior índice de infestação na cidade: 1,8% dos imóveis vistoriados. As demais regiões da cidade com maiores concentrações de criadouros são Grande Méier (AP 3.2), Subúrbio da Leopoldina (AP 3.1) e Campo Grande (AP 5.2), todas com 1,2%. A Zona Sul registrou o menor índice de infestação entre as outras regiões, 0,4%.

O bom resultado é reflexo dos esforços da SMS na prevenção e combate intenso ao vetor. Desde o início do ano, mais de 6,8 milhões de visitas de inspeção a imóveis já foram realizadas e mais de 1 milhão de criadouros foram eliminados. Ao todo, 3,1 milhões de depósitos foram tratados. Até agora, 32 entradas compulsórias em imóveis abandonados foram realizadas este ano, de um total de 292 desde 2011, quando foi publicado o decreto nº 34.377, autorizando o ingresso de agentes de saúde em locais fechados. Além das visitas de inspeção feitas pelos agentes de vigilância em saúde, as atividades de controle vetorial são desenvolvidas periodicamente em 440 pontos estratégicos (cemitérios, estádios, ferros velhos).

Também são realizados atendimentos especiais em locais específicos e em resposta às solicitações feitas pelo 1746. Do total de 14.057 chamadas relacionadas ao mosquito recebidas pela central telefônica em 2013, quase a totalidade (92%) foi atendida e finalizada. A secretaria realiza ainda mutirões de serviços contra a doença e atividades educativas e de prevenção.

Até outubro, o município registrou 66.480 casos suspeitos de dengue, o que representa 50% dos casos notificados no mesmo período de 2012, sendo que a maior concentração, 9.237 casos, foi observada na região de Bonsucesso e adjacências (AP 3.1). A Zona Sul (AP 2.1) teve o segundo maior número de notificações, 8.450; seguida da região da Barra (AP 4.0), com 8.020 casos.

A metodologia do LIRAa divide os municípios em grupos de 9 mil a 12  mil imóveis com características semelhantes. Em cada grupo, também chamado estrato, são pesquisados 450 imóveis. Para a última edição do levantamento foram vistoriados cerca de 121 mil imóveis em todo o Rio de Janeiro.


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